o pavor das coisas serem mesmo o que são

está a terminar a temporada do pedras13, enquanto não pára de brotar a nova volta no carrossel, bem dizemos que o estar na rua só se intensifica a partir de janeiro mas a rua vive em-com as práticas que insistimos em amar, não se fecha assim a porta das afinidades que tecemos dia após dia…bem nos dizem que a escola da madalena, agora com nova e nervosa direção, não tem disponibilidade para acolher a ventania de estar junto com o crescimento daquela-desta gente pequena-grande que conhecemos desde a rua, da creche, dos encontros sem hora marcada, das travessias pelo espaço físico do cem e por aí fora…não, não aceitamos que uma “nova” organização estabeleça entraves naquilo que tem sido caminhar caminhando…

a mouraria-intendente que habitamos desde 2005 não se fecha em projectos embora cada vez nasçam mais “ideias” de actuar com a população local.

a trienal de arquitectura, com “quem” até temos andado lado-a-lado em vários acontecimentos(museu da crise, feira de publicações…), inventou um palco basculante ali para a praça da figueira onde se poderiam passar conversas sem chão fixo…mas vejam lá que ao verem que o palco basculava mesmo resolveram prender de um lado, o que tem sido playground maravilha para os skaters, mas fixou a basculação para que não basculasse,que, se quisermos ser preciosos, era o propósito da construção basculante…o tal pavor das coisas serem o que são….

estamos a entrar de mergulho no pátio, esse tempo demorado de estar juntos para nada ouvindo a reverberação das questões que teimam em nascer, andamos de volta do bataille e do eros…andamos às voltas da selvajaria de ser humanos e de existirmos…grande pátio com o atrevimento de estar vivo e de praticar o não saber! como imaginam os tais de humanos que seja possivel atravessar-transicionar para outras formas de ser comunidade sem se moverem em si próprios, sem se permitirem a deformação do encontro? fazemos a comunicação deste laboratório de existir-sendo quem vamos sendo já no próximo dia 23. IMG_2392continuamos com a exuberância de começar continuando, de não nos entravarmos em fórmulas e regras desenhadas para que as coisas fiquem sempre como estão…como se as ditas coisas e os corpos que vamos sendo alguma vez estivessem estado em algum lugar…

às vezes tropeçamos na miséria de não ver e lá nos enrascamos de novo em tramas que por momentos nos parecem mais poderosas que a vibração que ouvimos em cada existência…nada como rir de nós, da nossa incapacidade de confiar….rir e continuar caminhando

é isso

sofia

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