deixar ir as formas

entre lugares o corpo está em lugar nenhum.

a viagem da temporada passada começa agora o encontro com a viagem da temporada que se inaugura.

olhando para os rastos e traços do que fomos caminhando no pedras 13 vejo, agora que os meus olhos não têm pele e todo o corpo que vou sendo se recusa a apertar-se em qualquer cobertura, que a selvajaria das práticas que fomos exercitando está neste momento exposta à voracidade dos corpos mortos-vivos que exercem uma força terrível para garantir que nada se move, que a mediocridade impere e que a instalação da incoerência em todas as áreas seja aceite sem tensão como fazem os corpos macilentos desprovidos de desejo de perguntar.

sacudimos os tapetes, sopramos as nuvens que se fizeram formas reconhecíveis e ampliamos a existência para esse lugar luminosamente sombrio onde erram os acontecimentos que acontecem.

começamos,não do princípio nem do meio nem do fim, começamos enquanto largamos o que foi, sem piques de energia ou amolecimentos próprios do que se desenvolve…

sem evolução linear propomo-nos continuar-começar a caminhada sem ver, sem saber, escutando.

nada existe que não vá existindo

confiança

sofia

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