acolher

Hoje deixei as fanzines que vão entrar no festival latejantes, com cama para acolher as matérias em texto, fotos, recados, mensagens, pensamentos… que surgirão. Sem saber o que aparecerá, mas vislumbrando o que emergirá. A minha questão é não saber e continuar confiante no que tem sido o pedras, arejando as formas, e abrindo as possibilidades às potências do desfiladeiro das criações que surgem de tantas e tantas formas que me maravilham em acompanhar.

A fanzine hoje estendida no chão lançava teias a revistas, fotocópias, imagens de amigos, flores, cola, tesouras, sons de fala, de estalo de madeira, pessoas a pisar os papéis em bicos de pé, a passarem sobre mim, as idas e vindas de pensamento, brincadeiras, pautações do programa do festival, mau estar na coluna, sonos de tarde, amassando a documentação no lugar que não tem sitio e que desliza e adensa naquele retângulo A3.

Sinto-me como aquelas duas folhas que não estão vazias, pois já se vêm cores, pessoas, caminhos, prontas para receber o que vai ser o festival que vem questionando as pertinências do que acontece agora. Estar pronto nesta dúvida confiante que não sabendo, sei o que estará no festival, aberto à criação dos encontros e que já são a partir de amanhã, permitindo-me mover sem saber.

 

pedro

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