o charme da baixa e o presente do futuro

hoje às 7 da tarde vamos à r. da vitória nº7 para a pré-visualização d’ “o charme da baixa” com conversa sobre a invasão de hotéis de charme. Sabes a casa Polycarpo? tem 200 anos. é aquela na esquina da rua de são nicolau com a rua da prata que vende tesouras daquelas “a sério” que cortam e tudo e facas que não se partem logo, e por aí fora….pois também recebeu há 2 meses uma cartinha a dizer “bora lá tirar o rabinho daqui que eu quero construir um hotel”. desde a porta de vidro da casa Polycarpo consigo ver o espectro de 5 hotéis.
sabes aquele filme de monty python que eles estão na guerra e corta-se-lhes um braço e vá de continuar, e corta-se-lhes uma perna e vá de continuar e por aí fora? é que o meu queixo não deixa de cair…amanhã às 7 da tarde vou ao teatro são luis para uma conversa sobre cultura para lisboa com o antónio costa e a catarina vaz pinto, pois tenho intenção de trazer estas invasões consecutivas que nos desmembram a torto e a direito. a entrada de manhã cedo das máquinas na horta do monte, o desalojamento de velhotes para 6ºs andares sem elevador, a invasão extra-terrestre de hotéis…mas que cultura é essa que não ouve a complexidade? se calhar é melhor investirmos todos em encenações como o campo do continente na praça do comércio que deveriam maravilhar o debord e a sua sociedade do espectáculo bem como o baudrillard e o perniola com o simulacro( “falar de simulacro implica, antes de tudo, referir o que seria o seu avesso: o real. Ou não, na medida em que o simulacro constitui uma realidade, uma realidade diferente daquela que simula. No entanto, o simulacro é o simulacro, poder-se-ia concluir com atrevida tautologia. O simulacro é um signo que só se refere a si mesmo. Retomando o francês Jean Baudrillard e o italiano Mario Perniola, o filósofo francês Michel Maffesoli fala “de simulacro, ou seja, daquilo que não remete a um modelo original, daquilo que não busca se lançar para além das aparências a fim de atingir a essência. A noção de simulacro deve ser entendida ‘como uma construção artificial destituída de um modelo original e incapaz de se constituir ela mesmo como modelo original’ (PERNIOLA)”.”)
este filme demorou-se no quarteirão do ex-convento corpus christi que apanha num dos cantos a adega dos lombinhos e noutro canto, por exemplo, os armazéns ramos, que fazem justiça a esta minha alusão aos monty python já que até há uns dias só lhe tinham tirado o grande S, transformando-o em armazéns RAMO e agora levaram também o A, de maneira que temos os armazéns RMO…que imagino queira dizer “Renovar Mourarias e Outros”…
então:
hoje na Rua da vitória nº7 às 19h:
O documentário “O charme da Baixa” apresenta uma investigação feita na rua e com @s moradores e trabalhadores deste quarteirão da Baixa.

Como é que encaramos a transformação do quarteirão num hotel de charme?

As ideias, as vidas, as emoções, as imagens de uma Baixa em movimento.


Realizado num laboratório de cinema documentário no c.e.m (centro em movimento).


Projecç
ão seguida de conversa.
Sejam tod@s bemvind@s, entrada gratuita

A foto de entrada é da equipa que criou o filme (Alex Campos e pessoas que este ano integraram o programa de investigação artística FIA-Susana C. Gaspar, Thiane Nascimento, Camila Jorge , Mariana Viana e Luanna Jimenes com Catarina Picciochi)

apareçam que são benvindx

sofia

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