rotar—caminhar e poisar

cheguei da ajudada em portalegre, conheci quem se desloca das suas cómodas mordomias, quem reiventa formas diversas de viver existindo, quem pensa e teoriza e mesmo assim se abre deshierarquicamente, quem não consegue largar a ideia de que alguma coisa que não a nossa própria caminhada, vai resolver esta confusão mundial…passo a passo a experiência de caminhar e poisar pulsou comigo.

tenho feito esta ginástica de abrir a atenção ao acontecer global enquanto caminho nas minhas micro movimentações.

não me parece que o macro seja o conjunto dos micros, sinto que os micros têm uma especificidade e os macros outra, que essas especificidades têm vibrações afins e que ressoam umas nas outras, que não se isolam umas das outras mas também não se continuam umas nas outras linearmente.

estar nas rotas caminhando e poisando tem-me ensinado muito. não tenho capacidade de verbalizar o que tem sido essa aprendizagem mas sei que me apura a intuição de estar onde estou, a ser o que sou e a fazer o que faço.

enquanto me demoro na rua do alecrim com um olho-ouvido na subida rumo ao chiado e o outro no arco da rua nova do carvalho que passa por baixo sei que aprendo sobre essa co-existência de micro e macro, a co-trepidação de aquis e de agoras.

quando o anselm jappe me perguntou porque tinha ido a portalegre para a ajudada só pude responder: não podia não vir,

sofia

a foto de entrada é da rita paz

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