corpo assim

há um entendimento entre mim e a mariana directo no corpo. nada que alguma vez tenha tornado discurso, nenhum contracto entre partes, uma ligação directa. ela nunca tentou perceber e eu nunca tentei explicar. o cru aparece sem membranas, sem intermediários. o poema-gesto disse que era assim que o movimento dançaria no corpo que vai sendo mariana. no corpo que vai sendo sofia dançaria de outra forma. esse assim fez-se forma escutando e, sem traduzir, entrou na dança da mariana.

sem avisar nem pedir desculpa.não é mais nem menos. é a dança sem pele.

por mim nunca a vestiria. nunca justificaria quando ela se fragiliza, nunca a salvaria quando desaparece, nunca a glorificaria quando se faz festiva e luminosa.

é o corpo.

o corpo. tão horrendo, desconcertante, belo, incompreensível como o corpo vai sendo.

selvagem.

sofia

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