fanzinar

A parte de trás da fanzine aparece-me como lugar nenhum, onde as tensões do encontro adensam aquela mancha do coro que inunda o acontecer vivido a cada semana. O próprio senhor das fotocópias já diz: “esta parte não tem cimo nem fundo”… Não. É espiral. E lá nos vemos a rodar a folha de um lado para o outro, vendo o movimento das imagens, palavras, recortes, colagens, um mar de vontades, que não tem assim, mas que é assim. Ao início de cada semana, na brincadeira viva de estar juntos a fazer os recortes e as colagens, surgem os risos, as memórias, o desenrolar das histórias e sensações que as constelações de encontros, histórias, recados, fotos, reflexões, experienciados ao longo das práticas do pedras’13, continuam magnetizando além do encontro visível, abrindo um espaço com cada um que está com a fanzine, no seu processo anterior e posterior à fisicalidade em papel… a inundar-se na bordadura da fanzine, na troca da mesma, sendo que a distinção é indistinta, e a indistinção distinta. Quem é o fazedor, quem é o leitor no encontro da troca? A alegria vivida, a vida que as pessoas pululam, as cores que se desdobram quando estamos com elas, cada um com os seus olhos, a sua pele, algo se adensa no encontro. No brincar rigoroso e implicado da fanzine, nesse encontro que se documenta a ele mesmo, materializa-se no papel, a energia do movimento das partículas do ar, do pensamento, da memória, do pó, dos risos, das dúvidas, das falas, imprimem-se no papel voláteis, flutuantes. DSC06777

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pedro

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