Cais de Sodré – Estação – Walking and Talking | práticas similares para lugares diferentes

Castanhas gordurentas na mão de um senhor e rodinha de mala tranbicando no chão.
Carteirinhas para o passe 50 cêntimos! E um homem muçulmano com um passo lento e cumprido
a barulheira dos eléctricos.
Uma zeta que diz metro na frente ao lado de outra que diz metro a direita.
Já vi 14 bengalas em 20 minutos. Quantos coxos será que tem Lisboa?
O pescador yonqui pisa na poça de agua, faz espiral com os passos e fuma cigarro ao mesmo tempo.
Outro bando de pessoas sai do eléctrico 15 Alges-Figueira.
Cortina de fumo, cortina de fumo nos olhos
3 mínimas compartem um bolo. 3 africanos compartem uma sacola grande entre os pés e já não quero mais identificar em velhos, novos e maduros
A terra que esta muito pisada não para de ser pisada e essas pedras brancas pequenas que o Seu Carlos pisa suavemente também são acariciadas por Maria de Nazaré; é cabo verde no caminhar anotações 18 de Fevereiro – cais de sodre
Luci faz de segurança na porta do metro enquanto o céu se enche de nuvem, enquanto passam seres de todas as índoles, enquanto vai anoitecendo e começo a ter fome, enquanto um ao meu lado fala “outra vez”, enquanto as escadas rolantes não param de rolar
E dois pombos voam juntos e uma gaivota suspende o vento
Tu agora estas mais calma, os ombros começam-te a respirar, olhas para acima curiosa
Maria de Nazaré é iluminada dentro da estação por uma luz digna a seu nome, as coisas se ajustam, quer isso dizer que são mais justas?

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