A rota no S. Antoninho

Ista semana a rota esta no largo de S. Antoninho. Ana Rosa atò-se a uma àrvore pequena com o cachecol todo em volta, è a cena da mulher atrapada, è o drama. Ela è do grupo de teatro de Crinabel, igual que a Carol que desenha afanada num cantinho com vistas a uma casa em ruinas. O sol cai forte no largo e Rui e Tomas trazeron os guardachuvas para resguardarse. As pessoas que acompanhan a rota sentan-se no banco num extremo do largo. Pouco a pouco vao abrindo para a plazita.
Eu penso no trato com as pessoas que moran cà. è uma questao que me aparece. Eu quero ir me aproximando ao seu tempo. Quero muito estar aquí na escuta da movimentaçao toda, observar como se desenvolve a cotidianeidade aquí, abrir a porta para ser parte da constelaçao que aquí acontece. Mais nao quero descuidar de estar disponivel de falar de rir ou chorar com as pessoas no tempo que estou cà, fazendo tempo com eles. O estar junto para mim sempre vai mais allà de que vao as palabras, de que vai cualquer modo de cumprimento, cualquer representaçao de estar com , o estar junto nao è sò com pessoas, è com todo o que aquí existe, digo eu, è mais um estado, o estado do encontro . Aos poucos se vai fazendo evidente a urgencia de bom diar a plazita e a disponibilidade para a fala aparecer, a voz aparecer.
A plazita abre para a brincadeira, fazemos um grande circulo de maos dadas entre que outros entram e saem do circulo a correr, somos rede e peixinhos, e rimos e brincamos.
Susana

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