Ajuntar e Desanjuntar

Adensar no convite que no espaço se abre, com um carinho maravilhoso, na fluidez dos rios e das vontades vivas de ser. Mais uma sexta-feira, estivemos ajuntados, envolvidos em conversas para nada, junto a outros ajuntamentos aqui no Largo de São Domingos. O Sr. Carlos recebeu a primeira fanzine, na pequena rua que afunila e abre a praça, transitando as presenças, as chegadas e saídas, não revindicando o espaço, apenas estando nele. Mantos em corpos sólidos de mãe-terra, som de falar no ar, que se dissipa num coro aéreo, não violando o ouvido. O corpo estendesse nesse convite e agrupa-se na mancha móvel invocado pela sara. Há uma matéria presente que se documenta na sua existência, não fixa, respirando a vida que lá está. Os territórios existindo, na evidência desse olhar, dissolvem-se nas fronteiras. Mesmo havendo reconhecimentos, sinto que no lugar da vida as linhas são porosas, nesse lugar esbanja alegria e vontade de ser.

O sol vai se despedindo suavemente, e os candeeiros do céu e da terra lentamente se destapam iluminando os balanços, e os centros abertos pelo convite do lyncoln. A dança abraça generosamente o espaço bolha, espalhando-se pelo infinito do largo. O corpo medusa começa a tactear o espaço, e as possibilidades do largo dançar inalam-se, os olhares e atenções vão passeando, mesmo no reconhecimento, continuam a permitir a dança…”isso é o que as pessoas deviam fazer…” “olha, estão a dançar…” “como é que se faz?” o encontro dos vários centros do largo criam tensões nas quais as matérias são sustentadas não colapsando  A dança abre-se caminhando em direcção à rua dos fanqueiros, e atravessando a tão duvidosa rua barros de queirós  no final da rua onde tomei café um dia com a margarida, o corpo baixa e lentamente sobe uma espiral que entra no candeeiro aceso de luz, testemunhando a vida que ainda pulsava do largo.

pedro

a fotografia é um quadro que fiz no ano da minha FIA fsfsfsfsfsfsfsfsfsfsfsfsfs

One comment

  1. nessa mesma hora estava eu a chegar ao porto para um curso que chamei “práticas de criar corpo-acontecimento”.estive no largo de são domingos estando aqui na ponte do freixo e o douro pareceu-me o tejo mas mais sinuoso, a des-estranheza do “outro” tão praticada nestes ajuntamentos e nas rotas pela cidade trouxeram-me pela mão no encontro com pessoas e lugares que não cruzo cada dia. perto ou longe a proximidade não é uma medida de distância.
    sofia

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