Fugir do Pátio?

Não sei qual a forma de estar, se não ser permanecer na escuta de estar com o que está. Não é sair da vontade de sair, evadir o espaço com a vontade de não estar, querer ruminar a forma de estar e invadir-me de uma epifania de estar com cada um. Considerar o AMOR que se delonga e contrai moluscoamente enfaixando o lençol que nos liga. Compreendo o silêncio cada vez mais na sua potência, não na ausência de som, mas o silêncio entre os rumores, gritos, gestos, palavras, voz… a MATÉRIA sustentada pelo o que não se vê, pelo o que não esperamos, pelo o que está a ser, tecendo-se no sendo que já não é e não será, mas que é neste volume de ser. A nudez que é visível no estarcom não rebenta em brilho ofuscante, nem se esconde por de trás de leis, conceitos absolutos, expectativas, desistências, limpeza de ruídos, dificuldades de acompanhar o que acontece e no que me vou mutando.

Não é eliminar o que se diz estar mal, nem limpar as fossas das angústias. No esconderijo mais profundo as células do nosso corpo não deixam de perguntar sobre a existência, a vida, e o seu não significado… quem diz que por não ter sentido nenhum que deixa de ter pertinência na sua força vibrante de existir… a pedra que nos questiona, a sequóia que nos diz, és num logaritmo amatemático de ser, despido, mutável, vulnerável à vida. Mas confio em ver o que a minha existência vê, continuando e começando de novo, sempre! Exercício de por mãos no húmus e continuar a deslumbrar-me com os pedregulhos por entre.

Pedro

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