largo de são domingos, 2º ajuntamento-conversas para nada

vindos da rua barros de queirós via-se bem a mancha de sol que anuncia o largo de são domingos.

entrámos na praça, no sol, na alegria de estar juntos dos guineenses que se encontram em volta dos bancos junto ao mural terrivel que nos adverte sobre “tolerância”, noutra zona conversa-se deitados no chão sobre cartões rodeados de garrafas de plástico cheias de vinho, ou, se fores muçulmano, antes de um sumo feito de folhas vermelhas que fortifica o sangue, passam revoadas de pessoas vindas dos comboios, orbitam outras passeando e fotografando. uma salada de cores e de formas de estar que o largo acolhe, acolheu e continua a colher com amizade.

acompanhando o que tem sido o embelezamento higiénico da cidade-kit-mouraria, este largo é um bálsamo. por enquanto, façam o que fizerem, o largo pulsa com o mesmo à vontade que pulsava há 7 anos atrás quando começámos a visitá-lo e a habitá-lo, com certeza muita coisa vai atravessando…infelizmente são recorrentes rusgas em que as pessoas são encostadas à parede e humilhadas por não pertencerem a este país, mas nesta sexta feira à tarde o que vejo ressoar é a amizade, o encontro, a conversa, a gargalhada.

que delicia ainda ser possível encontrar abraços e risos pelo meio das roupas coloridas tão distantes das vestimentas-farda de quem sai de casa ou do hotel de camisola de marca. lenço de marca. sapatos de luxo, calças alta costura(ou a fingir)…tanta gente a querer parecer enquanto por ali ainda se é…

sofia e ana

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