“É sempre possível dizer o verdadeiro no espaço de uma exterioridade selvagem; mas não nos encontramos no verdadeiro senão obedecendo às regras de uma «polícia» discursiva que devemos reactivar em cada um dos discursos. Michael Foucault – A Ordem do Discurso

Leio hoje isto no pátio e ligo-me à exterioridade selvagem… pergunto se alguma vez será possível dizer o verdadeiro no verdadeiro, ou se serão duas entidades auto repelentes… encontro frequentemente na tensão entre coisas aparentemente irreconciliáveis o próprio terreno da formulação da pergunta… assim… talvez não seja dizer o verdadeiro no verdadeiro, mas dizer o verdadeiro e o no verdadeiro… não alternadamente nem por qualquer ordem ou repetibilidade, mas fazê-lo fisicamente ainda sem saber como surge ou é fazível… percorrer hiatos de tempo reversível entre a pergunta e a resposta já toda pronta sem perceber de onde veio ou como foi feita… nesse sentido encontro-me sempre na exterioridade selvagem, mas quando alinho este discurso aqui neste post obedeço às regras de um discurso… ou não? quem obedece? desconfio que as palavras dentro das próprias palavras… mas então talvez não se trate de uma “polícia”, mas de uma direcção inequívoca que aponta para qualquer lugar…

margarida

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